Confirmado: a nostalgia fashionística das últimas temporadas continua e o próximo it sapato a ser trazido de volta do mundo dos mortos é o tal salto gatinho.. Não deram nem tempo de nos acostumarmos com a lindeza das clogs, poxa..! hahah
O sapato marcou presença em vários desfiles outonais, e já tem muita fashionista trocando o saltão pelo saltinho. Uma delas é Giovanna Battaglia, editora-chefe da Vogue italiana masculina, que usa desde antes de virar temdemsiãããm.. Combina bem com o estilo feminino dela! Aliás, se vai usar o salto gatinho, aposte em saias, calças ajustadas (nada colado, por favor!) sempre mais curtas, vestidos, tudo para um look romântico sem ser bobo.
Mas a verdade é que os saltos gatinho são clássicos que, vez ou outra, são revisitados e atualizados. Como li em um artigo da Harper’s Bazaar indiana: “Kitten heels merely fell in and out of favour with fashion: disappearing in the wake of platforms in the 70s, returning with power dressing in the 80s, fading in the midst of 90s minimalism, only to be revived by Manolo – king of kitten heels – Blahnik in 2000.”
Tenho uma implicância assumida com esse tipo de salto porque néam, não te deixa mais alta, não te deixa mais imponente, não te força a ter uma postura elegante.. Serve pra quê, mesmo? heheh Mas em alguns casos do tipo “não quero ficar mais alta que meu marido” (minha mãe usa direto heheh oi, mainha!) ou se você tem algum problema que te impeça de usar um salto médio ou alto, é uma opção válida. E pras meninas, claro – usei horrores quando era menor e não sabia andar de salto, mas também não queria sair de rasteirinha
E vocês, já usam ou passam longe quando veem na vitrine?
Estamos tão acostumadas com verão colorido, que quando uma marca investe numa coleção primaveril com looks pretos, estranhamos na hora né? Mas foi isso o que aconteceu com algumas marcas, dentre elas a Givenchy, que veio com proporções incríveis, listras, preto e branco.. O desfile é de outubro de 2009, mas como o verão aqui no hemisfério sul ainda vai chegar (vai dizer ao pessoal do sul que o verão já acabou, vai hahah), é sempre válido ter referências!
Momento #FicaDica :
1. Net-a-Porter / 2. Topshop / 3. e 4. Queen’s Wardrobe / 5. e 6. theOutnet
Quem mora no litoral do Brasil entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, sabe que o inverno é época de muita chuva (ao contrário dos outros lugares onde o normal é ter chuva do verão – olha eu lembrando das aulas de geografia e do nosso clima As na classificação de Koppen kkkkkk). Então junho é muito aguardado e, junto com o São João, vem todo um tempo mais ameno com chuvinhas diliças pra tirarmos a meia-calça e os casaquinhos do armário – nada muito agasalhante, que fique claro, afinal a temperatura fica acima dos 20ºC.

Essa semana foi o início do dilúvio recifense e esse ano São Pedro deve ter esquecido a torneira aberta porque nunca vi tanta água por aqui, a UFPE ficou um lago, uma sala que o curso de arquitetura usa tava com umas 30 goteiras e o piso alagado, o prédio sem energia, enfim, simbora reclamar pro reitor universidade pública tem dessas coisas. Fiquei a filosofar enquanto esperava o ônibus com minha sapatilha ensopada e morrendo de frio, assistindo às pessoas correr sem sombrinha, por quê não temos o costume de usar trench coat e galochas, quando visivelmente precisamos nem que seja durante uma semana por ano.
As pessoas têm a falsa impressão que trench coat é um mega casacão que só pode ser usado no inverno com graus negativos, mas na vera é apenas uma capa de chuva mais arrumada/durável/fashion e junto com as galochas formam o par perfeito pra enfrentar essa chuva (com MUITO vento, of course). Vou tratar de providenciar os dois mas só pro próximo inverno, que nesse final de período não tô com tempo pra nada!
E é assim que eu queria estar agora… Tem coisa mais tipicamente britânica e chuvosa que trench coat Burberry e galochas Hunter? Não né?! Acho lindo que lá o povo não tem medo de água e sai de casa mesmo, tipo nessa foto do festival de Glastonbury hahah Vou pregar na parede pra ter ânimo de sair de casa quando a chuva piorar de novo.
PS.: Todo mundo deve ter visto que a situação tá feia principalmente no interior do estado, então quem for de Recife e puder doar roupas, mantimentos, cobertores ou qualquer outro coisa, tem postos de arrecadação no Quartel do Derby e Quartel dos Bombeiros. Vamo colaborar que tem muita gente precisando..!
Todo mundo sabe que estudo arquitetura então, a pedidos, vou começar a fazer uns posts com pitadinhas arquitetônicas aqui e ali pras amyghas que gostam do assunto e também de decoração! Afinal de contas, assim como todos os campos artistícos, a arquitetura é constante fonte de inspiração pra estilistas (te amo, Gloria Coelho!!). Então, que tal conhecer alguns estilistas brasileiros formados em arquitetura mas que fizeram um leve desvio pelo caminho e foram parar na moda?

Talvez o mais conhecido aqui na terrinha seja Fernando Pires, apelidado de “o arquiteto dos pés”, que adora um salto altíssimo e tem suas criações constantemente desfiladas por Hebe, sua cliente mais fiel. O mais interessante é que moda não estava nos planos de trabalho dele, foi tudo culpa de uma cliente que percebeu o interesse de Fernando pela área quando ele estava trabalhando num projeto para a fazenda dela, e o incentivou a começar uma sociedade e criar uma linha de sandálias. De lá pra cá, mesmo com o final da sociedade ele continuou, fundando a marca Fernando Pires, e recentemente a marca Fernando Pires Chic, com preços mais acessíveis (porque tipos, um FP da linha “normal” chega a mil reais facin facin heheh).
Gustavo Lins, um ilustre desconhecido da maioria do público aqui no Brasil, é um dos grandes nomes da alta-costura e único membro latino-americano convidado a participar da Câmara Sindical da Alta-Costura em Paris, lado-a-lado com Dior e Chanel, só pra dar um exemplo. Gustavo formou-se em Arquitetura e Urbanismo em Belo Horizonte, começou a aprender sobre modelagem para fazer roupas para ele porque nunca estava satisfeito com o que encontrava no mercado, e foi ao trabalhar em seu doutorado sobre a relação roupas x construções em Barcelona que viu o que realmente queria fazer da vida. Foi para Paris onde foi aprendiz em maisons como Louis Vuitton, Jean Paul Gaultier e Kenzo e onde atualmente tem seu ateliê. O que impressiona no prêt-à-porter de Gustavo Lins é a perfeição do corte e da modelagem, além dos materiais luxuosos como seda misturados a materiais reciclados…

Pra finalizar, Mark Greiner, que concilia o trabalho nas duas áreas! Uma coisa meio “arquiteto pela manhã e estilista à noite”, não sei como ele consegue hehehe. Gosta de trabalhar na estrutura da roupa, assim como faria num edifício, experimentar materiais novos, volumes, e produz peças principalmente para festas. Como trabalha sob medida (quando apresenta uma coleção num desfile, é apenas uma “idéia” do que estava pensando no momento, para sensibilizar a platéia, não é para ser produzido/vendido), quem dita o preço é a cliente, e ele desenvolve o que pode ser feito naquela margem de preço. Interessante, né?
O velho ditado “nem tudo o que reluz é ouro” bem que podia ter uma versão extendida pro mundo da moda, contendo “magreza não traz felicidade” e “nem tudo o que é it, é legal”. Tipo esses sapatos, que a Vogue francesa apontou como sendo os it shoes pro verão de 2010. Alguém mais fez a Phoebe? (#friends)
A babuche já conhecida da Chanel (às vezes acho que Karl Lagerfeld realmente está interessado em tornar o mundo um lugar mais feio), a botinha cowboy meets army fashionista, Prada com sua overdose de acrílico, Balmain empurrando essa têmdêmsiãmmm de miçangas pra enfeiar as moçoilas e o Versace que parece uma mistura do meu scarpin amarelo com meia dúzia de outros sapatos, seguindo a mesma loucurinha que a Tio Marc já fez.
1, 2, 3, todo mundo gritando comigo: MY EEEEEYS, MY EEEEYS!!!
Mas nem tudo está perdido, a Vogue também incluiu esses aqui na sua listinha:
Beeeem melhor, não acham? Esses pássaros da Miu Miu me enchem os olhos, daqui a pouco estou sonhando que eles estão voando sobre minha cabeça #urubufeelings.