Há muito foi-se o tempo em que os acabamentos eram apenas cremoso, cintilante e natural. Depois da febre do neon e do matte, as empresas estão cada vez mais apostando em acabamentos diferenciados pra saciar nossa sede de novidades, dentre eles o holográfico, suuuper discreto! hahaha
A MAC tá sempre investindo nessas tendencinhas e lançando mil coleções por ano, não foi surpresa abrir o email e encontrar a mais nova delas: Dare to Wear! Diz que foi inspirada nas maluquices da Lady Gaga, e conta com 12 sombras de cores no mínimo inusitadas e 6 tons de gloss beeem brilhosos.. Tem swatches de tudo aqui!
A história parece ter começado pelas unhas (já viu como quase todas novidades do mundo da beleza andam começando pelas unhas?!), e embora não seja nenhuma novidade pras americanas, aqui ainda não “pegou”..
Maaaassss tem uma marca brasileira que está pra lançar uma coleção de 12 esmaltes holográficos com nomes inspirados em personagens femininas de filmes, livros e desenhos, a Sancion Angel! Nunca tinha ouvido falar, mas no site dá pra ver que a marca lança váriasss cores lindas.. Dá pra encontrar os esmaltes Sancion Angel aqui, aqui e aqui – são bem baratinhos!
O que vocês acham, rola ou não rola?
O velho ditado “nem tudo o que reluz é ouro” bem que podia ter uma versão extendida pro mundo da moda, contendo “magreza não traz felicidade” e “nem tudo o que é it, é legal”. Tipo esses sapatos, que a Vogue francesa apontou como sendo os it shoes pro verão de 2010. Alguém mais fez a Phoebe? (#friends)
A babuche já conhecida da Chanel (às vezes acho que Karl Lagerfeld realmente está interessado em tornar o mundo um lugar mais feio), a botinha cowboy meets army fashionista, Prada com sua overdose de acrílico, Balmain empurrando essa têmdêmsiãmmm de miçangas pra enfeiar as moçoilas e o Versace que parece uma mistura do meu scarpin amarelo com meia dúzia de outros sapatos, seguindo a mesma loucurinha que a Tio Marc já fez.
1, 2, 3, todo mundo gritando comigo: MY EEEEEYS, MY EEEEYS!!!
Mas nem tudo está perdido, a Vogue também incluiu esses aqui na sua listinha:
Beeeem melhor, não acham? Esses pássaros da Miu Miu me enchem os olhos, daqui a pouco estou sonhando que eles estão voando sobre minha cabeça #urubufeelings.
É fácil se impressionar e admirar a força de vontade de Gabrielle “Coco” Chanel, depois de assistir o novo filme de Audrey Tautou e Anne Fontaine “Coco antes de Chanel”. A menina órfã de mãe, abandonada junto com a irmã em um orfanato pelo pai, que lá aprendeu a costurar e que, depois de deixar o lugar, ganhava a vida costurando em uma casa de enxovais de dia e cantando em cabarés à noite. Mas o que o filme não conta é como Coco realmente alcançou o sucesso, e não foi das formas mais bonitas de se ver.
Sua lista de amantes é extensa, incluindo milionários, políticos, empresários, e muitos, muitos homens influentes. Dizem as más línguas que ela sempre esteve preparada para dormir com quem fosse necessário, para conseguir o que queria. Um de seus amantes, o cartunista Paul Iribe, acreditava que uma relação mais próxima entre a França e a Alemanha traria ganhos para o povo francês, e foi assim que tempos depois ela procedeu.
Quando as tropas alemãs invadiram a França, Gabrielle já era conhecida por seus chapéus, suas roupas confortáveis (em oposição aos corsets e às camadas e mais camadas de saias), sua famosa fragrância Chanel n.5 e seu conceito de little black dress (o nosso pretinho básico). Passou todo o período de ocupação no Hotel Ritz, o quartel general alemão em Paris, onde manteve um caso com o oficial Hans Gunther von Dincklage, que lhe introduziu aos círculos de nazistas mais influentes. Nessa época, aproveitando-se do crescente anti-semitismo e das leis que proibiam negócios controlados por judeus, Gabrielle tentou tomar para si os direitos dos sócios judeus Pierre e Paul Wertheimer, com quem trabalhou em conjunto desde o início da fabricação de seus perfumes.
Por conta de seu prestígio e convívio com oficiais alemães (ela já era da inteira confiança deles, como um membro do partido), foi convidada a participar da Operação Modelhut, ou Operação Chapéu da Moda, em alemão, que consistia em aproximar o primeiro ministro Winston Churchill e o alto-comando germânico, trazendo assim os ingleses para a causa nazista. Gabrielle era a mais indicada para a missão porque era muito próxima de seu ex-amante Hugh Richard Arthur Grosvenor, duque de Westminster, que por sua vez era próximo do primeiro ministro inglês; do outro lado havia Walter Schellenberg, assistente direto de Heinrich Himmler, nome muito conhecido quando nas aulas de história o assunto estudado é o Holocausto.
Dona de uma personalidade forte, estilo ditatorial de lidar com seus empregados, e concepções raciais controversas, foi nessa época que a Chanel mais prosperou, abrindo várias lojas, afinal ela estava ao lado da fatia da população que ainda tinha condições financeiras para esbanjar e comprar suas criações: os colaboradores do nazismo. Especula-se, ainda, que o famoso logotipo CC tem a ver com o SS, da Schutzstaffel usado nos uniformes dos oficiais.
Quando o nazismo foi derrotado, mais de 6 mil mulheres que colaboravam com a causa alemã foram humilhadas, exibidas em praça pública com as cabeças raspadas. Gabrielle Chanel foi presa, mas rapidamente libertada graças ao antigo amante (lembra dele?), amigo de Winston Churchill. Porém, a França não a via mais como a personalidade inspiradora de antes, e ela foi expulsa do país, exilando-se na Suíça até o ano de 1956. Quando voltou, não foi bem recebida – os franceses ainda não a haviam perdoado. Além disso, as européias agora curvavam-se diante do “new look” de Dior, que devolvia a feminilidade, em oposição ao look minimalista e até um pouco masculino de Chanel. Ela só não foi à falência graças ao mercado norte-americano, que era apaixonado por seus little black dresses, e dessa época até hoje todo mundo sabe o que aconteceu. Crescimento e fama cada vez maiores, esquecimento quase que total desse período de sua vida (principalmente por parte dos filmes inspirados nela, como Coco Avant Chanel, de 2009 e Coco Chanel, de 2008), e admiração por parte de todo mundo que se interessa por moda.
Inclusive eu, claro, mas é difícil – diria que praticamente impossível – pesquisar tudo o que tive que pesquisar pra fazer esse post e ainda manter as mesmas opiniões. Não vou ser hipócrita e dizer que, se tivesse a oportunidade, não compraria algo da marca, mas de hoje em diante tenho certeza que toda vez que ver uma vitrine Chanel, ou desejar algum item da marca, sentirei uma coisinha ruim. Afinal de contas, por mais que o passado não possa ser mudado e seja saudável seguir em frente, certas coisas não deveriam ser tão facilmente esquecidas.
Adoro ver o que as pessoas estão usando nas ruas ao redor do mundo.. Dá pra ter uma noção bem clara do que funciona e do que não funciona de jeeeito nenhum na vida real. E quando as fotos em questão são da semana de moda parisiense, tem todo um charme a mais né?
Não entendo por nada nesse mundo essa moda (que por enquanto está nesse pega-não-pega) de camisetas detonadas/furadas/rasgadas. Gente, parece as roupas que você joga fora porque não servem mais nem pra usar em casa enquanto faz faxina, que horror. E o sapato de salto coração, só digo uma coisa: OI?