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Thaís Nascimento, 19 anos, Recife. Arquiteta em formação. Mudou pra Design de Moda. <3 Livros, história, moda, design, decoração, arquitetura, beleza, maquiagem, tudo que faça meus olhos brilharem. Mais?



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Sonho de hotel: Pantone

Categorias: arquitetura, design, fotografia, inspiração
26/07/2010 as 14:10 418 palavras 6 comentários

Acho que 9 entre 10 pessoas que trabalham com design, moda, arquitetura ou qualquer coisa dazárte já ouviram falar da Pantone, empresa criadora do sistema de cores mais famoso que faz com que o produto pretendido seja reproduzido na cor exata em que foi concebido. A perfeição é tanta que inclusive a bandeira de vários países tem suas cores especificadas usando a escala Pantone, pra que não exista uma bandeira do país com “o verde mais verde” ou “o amarelo mais vivo” que outra.

A empresa cresceu e há vários anos também vem criando outros produtos, que podem ser encontrados no Pantone Universe: são canecas (adoro!), roupas, materiais de escritório, e uma infinidade de outras coisas… Depois de tanto tempo inspirando os designers e decoradores, nada mais lógico que criar um Hotel Pantone!

O paraíso das cores fica lá em Bruxelas, tem o projeto arquitetônico belíssimo assinado por Oliver Hannaert e design de interiores assinado por Michel Penneman, ambos belgas. Cada um dos sete andares do hotel foi pensado de forma a transmitir diferentes sensações através da iluminação e cores utilizadas, e os quartos têm paletas de cores diversas, pra você escolher de acordo com seu humor (!!!). As paredes e roupas de cama brancas contrastam perfeitamente com o espectro de cores escolhido para cada quarto, que ainda conta com fotos de Victor Levy.

Além disso tudo, o hotel ainda oferece produtos da Pantone, inclusive bicicletas que você pode alugar pra passear pela cidade, e palestras sobre psicologia da cor e tendências do ramo. Os preços começam em 69 euros, o que sinceramente não acho caro pra um hotel com conceito tão interessante.. Só que não é destinado ao público geral que nem sabe o que é Pantone né?! heheh

Adoraria me hospedar nem que fosse por um dia lá! Se um dia for a Bruxelas, com certeza darei uma olhada 8)







Arquitetos brasileiros na moda

Categorias: arquitetura, moda
15/06/2010 as 18:10 551 palavras 7 comentários

Todo mundo sabe que estudo arquitetura então, a pedidos, vou começar a fazer uns posts com pitadinhas arquitetônicas aqui e ali pras amyghas que gostam do assunto e também de decoração! Afinal de contas, assim como todos os campos artistícos, a arquitetura é constante fonte de inspiração pra estilistas (te amo, Gloria Coelho!!). Então, que tal conhecer alguns estilistas brasileiros formados em arquitetura mas que fizeram um leve desvio pelo caminho e foram parar na moda?

Talvez o mais conhecido aqui na terrinha seja Fernando Pires, apelidado de “o arquiteto dos pés”, que adora um salto altíssimo e tem suas criações constantemente desfiladas por Hebe, sua cliente mais fiel. O mais interessante é que moda não estava nos planos de trabalho dele, foi tudo culpa de uma cliente que percebeu o interesse de Fernando pela área quando ele estava trabalhando num projeto para a fazenda dela, e o incentivou a começar uma sociedade e criar uma linha de sandálias. De lá pra cá, mesmo com o final da sociedade ele continuou, fundando a marca Fernando Pires, e recentemente a marca Fernando Pires Chic, com preços mais acessíveis (porque tipos, um FP da linha “normal” chega a mil reais facin facin heheh).

Gustavo Lins, um ilustre desconhecido da maioria do público aqui no Brasil, é um dos grandes nomes da alta-costura e único membro latino-americano convidado a participar da Câmara Sindical da Alta-Costura em Paris, lado-a-lado com Dior e Chanel, só pra dar um exemplo. Gustavo formou-se em Arquitetura e Urbanismo em Belo Horizonte, começou a aprender sobre modelagem para fazer roupas para ele porque nunca estava satisfeito com o que encontrava no mercado, e foi ao trabalhar em seu doutorado sobre a relação roupas x construções em Barcelona que viu o que realmente queria fazer da vida. Foi para Paris onde foi aprendiz em maisons como Louis Vuitton, Jean Paul Gaultier e Kenzo e onde atualmente tem seu ateliê. O que impressiona no prêt-à-porter de Gustavo Lins é a perfeição do corte e da modelagem, além dos materiais luxuosos como seda misturados a materiais reciclados

Pra finalizar, Mark Greiner, que concilia o trabalho nas duas áreas! Uma coisa meio “arquiteto pela manhã e estilista à noite”, não sei como ele consegue hehehe. Gosta de trabalhar na estrutura da roupa, assim como faria num edifício, experimentar materiais novos, volumes, e produz peças principalmente para festas. Como trabalha sob medida (quando apresenta uma coleção num desfile, é apenas uma “idéia” do que estava pensando no momento, para sensibilizar a platéia, não é para ser produzido/vendido), quem dita o preço é a cliente, e ele desenvolve o que pode ser feito naquela margem de preço. Interessante, né?







SPFW: outros detalhes

Categorias: arquitetura, design
11/06/2010 as 22:22 410 palavras 15 comentários
Uma cenografia não é um telão;
é um envolvimento. Representa-se
em cena, não em frente dela.
[...] Uma boa cena não deve ser
uma pintura, mas uma imagem. [...]
É um sentimento, uma
evocação, uma presença,
um estado de alma,
um vento morno que
ateia as chamas do drama.

Robert Edmond Jones

E começou o SPFW..! Uma das semanas mais importantes pra quem trabalha, quer trabalhar, ou simplesmente adora moda, queria muito ir não só pra ver os desfiles, mas pra conhecer toda a estrutura montada na Bienal. Tipo a cenografia assinada por Daniela Thomas e Felipe Tassara, que quis retratar o tema dessa edição (Anǐma, latim que pode ser traduzido como “alma” mas que na verdade é a energia/movimento de tudo o que é vivo) destacando o lado lúdico da moda, a alegria de viver e o colorido do povo brasileiro, até parece que somos sempre assim ok acredito.

Imagens: Divulgação

Partindo da idéia de movimento que também faz parte do significado de anǐma, foram instalados vários cata-ventos na entrada do local, junto com uma roda gigante de verdade pra 16 pessoas no meio do saguão, e um tobogã que vai parar numa piscina de bolinhas (!!!) Os murais super coloridos pintados por grupos afros da Bahia são o contraponto perfeito pro interior do edifício modernista de tio Oscar.

Imagens: Divulgação e Chic

Adorei, e vocês? É a minha cara ahahah não ia sossegar enquanto não descesse pelo tobogã! Meninas que estão no SPFW (alô Mayara do UltraGirl!), tirem fotos de detalhes da cenografia pra mim, please? :D

PS: e pra quem se interessa por cenografia (que não é exatamente arquitetura, mas não tinha outra categoria pra encaixar), aconselho ler esse texto sobre o assunto, de onde tirei a frase pro início do post. <3






less is MORE

Categorias: arquitetura, culinária, design, inspiração, lojas
25/01/2010 as 11:07 422 palavras 2 comentários

Mies van der Rohe já dizia: “menos é mais” (ou, na língua dele, weniger ist mehr). Não aquele menos resultado da falta de criatividade, técnica, referências.. Não o menos que fica pronto depois de 15 minutos olhando para uma folha em branco.

A arquitetura “simplista” é, na minha opinião a mais difícil de se fazer, pois requer a transmissão da mensagem (a intenção por trás do projeto, o sentimento que cada pessoa vai experimentar quando adentrar o recinto, etc) com o mínimo de materias, enfeitinhos e “firulas”.

Admiro muito esse tipo de arquitetura, e simplesmente adorei esse projeto de loja para a More Cupcakes, concebido pelo arquiteto de Chicago David Woodhouse, que diz que a inspiração veio da simplicidade dos ingredientes básicos para a confecção do cupcake (contrastando com as exóticas opções do menu da loja, como o cupcake de foie gras). A pureza da farinha e a cremosidade da manteiga serviram como ponto de partida para o design da loja, que tem painéis de bambu para esconder embalagens, caixas, e tudo o que não deveria estar à vista, num lugar onde o protagonista é o doce.

O ponto culminante do design é o display dos cupcakes, de linhas retas e claras, ao nível dos olhos. A primeira coisa que pensei quando vi a foto da loja foi “joalheria”, e é exatamente isso o que Woodhouse queria alcançar com o seu projeto: fugir do projeto clichê de padaria, para que pudesse elevar cada cupcake ao nível de uma – por quê não? – obra de arte.







High Line Park

Categorias: arquitetura
02/12/2009 as 21:50 404 palavras 5 comentários
Perspectiva do projeto concluído. Fonte: http://www.thehighline.org/

Fonte: http://www.thehighline.org/

A matéria de capa da Revista aU desse mês é sobre o High Line Park, mega projeto de jardim urbano realizado em New York, aproveitando uma linha férrea elevada que estava abandonada desde 1980. Tomei conhecimento do projeto há um tempinho atrás e fiquei espantada com as proporções: a linha férrea de 2.33km consumiu cerca de US$44 milhões arrecadados por ações públicas e privadas (incluindo a Associação dos Amigos do High Line) + US$108 milhões arrecadados pela prefeitura para ser reformada e habilitada ao uso do público. Afinal de contas, muito dinheiro foi gasto somente com a retirada de todo tipo de entulho que estava no local, e remoção da pintura original, que era de chumbo (material tóxico).

Fonte: http://www.psfk.com/2009/06/video-manhattan-high-line-reclaimed-as-park.html

Fonte: http://www.psfk.com/2009/06/video-manhattan-high-line-reclaimed-as-park.html

Inspirada no Promenade plantée, em Paris, o High Line Park tem projeto assinado pelo estúdio de paisagismo James Corner Field Operations e projeto arquitetônico pelo Diller Scofidio + Renfro.

Fonte: http://www.psfk.com/2009/06/video-manhattan-high-line-reclaimed-as-park.html

Fonte: http://www.psfk.com/2009/06/video-manhattan-high-line-reclaimed-as-park.html

Uma maravilha né? Um oásis no meio de tanto corre-corre, ótimo pra ler um livro à tarde, andar com o namo, assistir às pessoas passando e fazer a fotossíntese hahah. Algo me diz que se morasse perto, passaria hoooras aí.. Mais um lugar pra conhecer quando visitar NY! ;D

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